O Bruno dispensa apresentações, mas a série de ilustras tipo fun de carros de Formula 1 e seus pilotos arregalados merecem uma nota. Dê um pulinho lá no blog do rapaz. Vale a pena.
31.3.08
28.3.08
Quando vi essa foto do Porsche 356 Speedster, (clique no link para ver o ensaio fotográfico) me lembrei das obras dos primeiros pintores impressionistas, especialmente Pierre Auguste Renoir. Fotografar é escrever, grafar, registrar com luz. O ato de fotografar pode ser algo meramente mecânico nas mãos de uma pessoa comum; é apontar a lente para um objeto e click, tá feito o registro. Ainda mais nos dias de hoje, com as máquinas digitais fotografar se tornou um ato banal. Renato Bellote está atingindo um patamar artístico com suas fotos. Sinto que para ele, a imagem flui pela lente de sua máquina da mesma forma que Renoir brincava com a luz em suas telas.
Renato respeita a forma do objeto/modelo e a valoriza sem ser extravagante. Seu trabalho tem a principal característica dos clássicos, a simplicidade que não exige explicações.
Não sou crítico de arte e nem sei escrever, mas ouso rabiscar essas mal traçadas linhas para destacar o belo trabalho que faz este jovem retratista chamado Renatoir Bellote.


Sidney Cardoso envia uma dúvida automobilística existencial, vamos ajudá-lo. Diga o que você pensa sobre a dúvida do nosso amigo.

Simca SPIDER 1000
Imperdível a visita ao blog do Gustavo Leme.27.3.08
Uma das maiores referências sobre Simca no Brasil. Imperdível.http://www.simca.com.br/. É clicar no link e curtir informações com fotos ao som de um velho blues.
26.3.08
Nosso dileto e querido amigo, Sidney Cardoso nos manda um comentário sobre Simcas. Na verdade sobre um Simca em especial, o SIMCA CG. Retirei um tracho da conversa dele com o Rui Siqueira, o mestre dos Simcas.Forte abraço, Sidney Cardoso
25.3.08
24.3.08
É isso mesmo, meu conterrâneo de alcunha (essa tirei do baú) Carretera deu uma dica legal de um Fórum sobre Simcas, clique no link para acessar. Lá chegando, comecei a bisbilhotar e achei este filme que mostra corridas no Rio Grande do Sul. Cenas fantásticas de carreteras, Simcas, Gordinis, Opalões da Div. 3, o Mark I...tem até uma curta entrevista com o piloto Breno Fornari. Vale a visita.
Perereca na pista. Que maldade chamar uma belezura dessas de perereca, apelidassem de canguru, cabrito, sei lá, mas perereca. É o sarcasmo brasileiro que não perdoa mesmo.
Bem, será que dessa foto gasta pelo tempo sairá uma ilustração digna do desafio que foi construir esse carro?
O piloto Adriano Lubisco, que corre na Supe Classic de Chevette GP, encomendou uma ilutração de seu possante. Taí, o carrinho é lindo e a ilustra tratou de valorizar as linhas do carro.
Caro amigo Mauricio, aqui a apresentaçao do "Jim Clark Revival". Clique no link e curta. http://www.youtube.com/watch?v=nRt1KxBFS_Aabs, Max.

22.3.08
21.3.08

Maurício, boa tarde.
O Simca Tempestade, também conhecido por Perereca, Vendaval e TGT foi um protótipo criado no depto. de competições da Simca. Na época o chefe da equipe de competições era o Ciro Cayres, que acumulava as funções de chefe e piloto da equipe.
Em 1961, quando assumiu a chefia desta equipe de fábrica, o Ciro era um dos melhores pilotos do Brasil e possuía uma Maserati 250F com motor Corvette. Ao assumir a chefia substituiu o motor Corvette por um Simca e para ele os resultados foram desastrosos, pois o Corvette tinha uns 300 HP e o Simca uns 140. Ciro perdeu todas as corridas da categoria Mecânica Continental que participou em 1962 e 1963. Os Simcas Chambord utilizados nas outras competições eram muito grandes e pesados e competiam em desvantagem, pois a Willys ganhava todas utilizando o Interlagos, um carro com um motor pequeno, mas muito bom em competições.
No final de 1963 Ciro e o Engº George Perrot, gerente de desenvolvimento da Simca, decidem fazer um protótipo para enfrentar os Willys Interlagos.O carro escolhido como base foi a Maserati 250F do Ciro, um formula 1, igual ao campeão do mundo em 1957, pilotado pelo Fângio. Não seria muito difícil criar uma carroceria para vestir o chassi Maserati devidamente alterado. Acreditavam que, desta forma, ganhariam muitas corridas, pois se na Mecânica Continental eles enfrentavam carros com 300 Hp ou mais, nas corridas em que participariam com o protótipo iriam enfrentar carros com potencias de no máximo 90 Hp. Os 140 do Simca era mais do que suficiente.
Este projeto foi apresentado à diretoria e o engº Jean Pasteur, presidente da Simca, exigiu que a mecânica completa de um Simca Chambord fosse utilizada no protótipo. Isto matou a idéia original.O Tempestade foi construído em 8 meses e da Maserati só utilizaram a suspensão dianteira e as rodas. No chassi tubular, feito especialmente para o Tempestade, os suportes da suspensão dianteira eram iguais aos da Maserati, para possibilitar sua montagem. Hoje, algumas pessoas afirmam, erroneamente, que o chassi era o da Maserati. No máximo, o chassi do Tempestade foi derivado do Maserati.
O desenvolvimento deste carro foi muito prejudicado pela chegada dos Abarths Simca e pela contratação do Chico Landi como chefe de equipe. Com a volta dos Abarths à França, o Chico encostou definitivamente o Tempestade e começou a desenvolvimento do Simca GT Spyder, um carro feito sobre a plataforma do Simca Chambord.
O GT Spyder nunca correu pela equipe de fábrica e a sua única participação de destaque foi no filme "As Cariocas", quando foi dirigido pela Norma Bengell...Ai a Chrysler chegou (era dona da Simca France desde 1963) e encerrou as atividades do depto. de competições.
O Simca Tempestade participou de 9 corridas, venceu 2 e, provavelmente, foi sucateado.Vou escrever um texto sobre o Tempestade, contado mais detalhes do o seu polêmico chassi e a sua participação, também com detalhes, nas 9 provas.
Notas:Visite http://www.forumnow.com.br/vip/foruns.asp?forum=41872, o fórum do site Simca do Brasil (www.simca.com.br) e no tópico "Tempestade" irás encontrar farta matéria sobre este carro e ...Para participar é necessário ser um usuário registrado, mas você pode ler tudo como visitante.
Abraços, Rui Siqueira.
Meu amigo Ararê Novaes, enviou links e dados sobre esse monstro de 16 cilindros criado pela Porsche. Vale a visita, especialmente pra quem gosta de Porsche.Maurício,
Para saber mais sobre esse Porsche 917 P-A (Porsche-Audi) clique nos links abaixo, é em ingles, mas dá pra se informar:
http://www.conceptcarz.com/vehicle/z9982/Porsche_917_P-A.aspx
http://www.supercars.net/gallery/119513/1618/1.html
Espero que se divirta, é o paraíso dos Porsche de competição!
Um grande abraço!
Ararê.
Me diverti muito, pode ter certeza amigão. Obrigado.
19.3.08
Diz o amigo: "Olá Mauricio, tudo bem ? Achei na Internet essa foto de babar e lembrei de vc que é fã de Porsche."
Sou mesmo...aliás, nada contra as Ferrari, mas...
Alguém pode esclarescer pra galera que bagaça é essa toda branca e com estas cornetas pra fora?
17.3.08

Descobri mais um talento pra desenhar carros. E está bem pertinho de mim. Chama-se Vitor, tem 6 anos e com muito orgulho digo que é o meu filho mais novo. Fiquei impressionado com os detalhes da obra de arte, tanto que quis mostrar para o mundo. Baba pai coruja.
Se vocês repararem bem, tem uma águia em pleno vôo estampada na porta do carro, "tá cheia de penas, tá vendo pai!?" Disse o Vitor, mostrando que é um artista bem detalhista.
Aí, o idiota aqui disse que iria passar um corretivo pra tirar uma mancha azul que estava bem no meio da folha...pra que?! "Não pai, não está vendo que é uma mariposa voando?" Claro, como sou tapado!
16.3.08
Todos sabem que os matuzas frequentadores deste blog são profundos conhecedores da história de nossas pistas, isso ninguém discute. Mas vamos ver se alguém, matuza ou não, descobre que carro vai ser ilustrado. Dica? este detalhe da frente, mais o fato de não ter tido um futuro muito próspero. Vamos lá, joguem suas fichas.
12.3.08
Espero que gostem do resultado final. Desejo para aqueles que viveram essa época um retorno aos bons tempos, enquanto olham essa ilustração...e aos que não sabem nada daquela época, viagem na imagem, tentando decifrar o que foi ver, escutar e sentir essas máquinas perfeitas correndo pela pista antiga de Interlagos.
Para fazer a ilustra daquele 917/10 do post abaixo, vou utilizar este exemplar da equipe Brumos Racing, tradicional equipe de endurance norte americana que corre com os carros da Porsche a décadas.
11.3.08
Acabo de receber e-mail da Adriana Greco informando que a histórica equipe de seu pai, Luiz Antonio Greco, a Greco Competições, agora sob comando de seu irmão o Fábio Greco correrá na categoria GT 3 com duas Ferrari. Leia mais detalhes no site da GT 3. Clique aqui.
Vai ser legal ver os amarelinhos novamente na pista.


Nonno Max manda avisar que a próxima prova que estará será o Jim Clark Revival em Hockenheim nos dias 24/27 de abril. Nos links detalhes de como os clássicos são tratados lá na Europa. http://www.jimclark-revival.com/ http://www.circuitodaboavista.com/
10.3.08
O amigo Ricardo Achcar manda este vídeo, e eu pergunto:
O trânsito de sua cidade se parece com isso? Clique aqui para ver.
7.3.08

Vocês sabem que não podemos contrariar os nonnos, certo?6.3.08
Está no YouTube. Faz parte da coleção de filmes do Adriano Favetta e a narração é do Fernando Calmon. Curtam a largada.
5.3.08
Dando uma volta pelo site memorável do fotógrafo Rogério P. da Luz, que foi rececntemente atualizado, encontrei esta foto com dois carros da Porsche que mais barbarizaram nas pistas dos anos 70. Os irmãos 917 e 917/30 (se não estou enganado).Então pergunto eu, o que estava rolando em Interlagos? Quem eram os pilotos? e como foi o desenvolvimento desses carros nos campeonatos que disputaram (Isso se disputaram, claro!)

Maserati 250 Estrutura tubular co armações transversais que davam forma à carroceria.
A técnica evoluiu e vieram as estruturas multitubulares espaciais, herdadas da aviação, um aperfeiçoamento do tipo anterior, no qual os elementos trabalham em tensão e compressão, nunca em torção. A diminuição de peso obtida foi notável. Finalmente surgiu o chassi monocoque. Resumidamente, podemos analisar tais tipos assim:
Estrutura Tubular:
O formato geral da carroceria é determinado por uma armação, representada por um conjunto de tubos de aço, de dimensões variáveis e distribuídos de maneiras diversas. O formato que se tornou mais comum na construção de chassis para carros de competição foi aquela derivada da estrutura “Warren” aeronáutica; este tipo de estrutura caracteriza-se por apresentar quatro longarinas tubulares, formadas por tubos de seção quadrada ou redonda em aço especial. Outros tubos adjacentes são soldados a essas longarinas constituindo os elementos de reforço da estrutura. Com a evolução das técnicas de construção, muitos tubos dos reforços secundários eram calculados para que seu diâmetro menor, não alterasse todo o esquema de resistência geral do chassis. Muitas vezes, por força das “exigências com pesquisas aerodinâmicas” a disposição destes elementos todos, sejam os tubos principais, sejam os reforços, determinavam o formato da carroceria co carro. Uma importante característica deste tipo de estrutura, era a de se poder aproveitar espaços internos à ela para a colocação de elementos mecânicos como bateria, pedaleira, “burrinhos de freio”, entre outros.
O mais clássico e famoso chassis tubular: Maserati Bird Cage(literalmente, gaiola)
Até hoje a opção pela estrutura tubular é estudada ao seu limite, pois permite uma relação interessante entre rigidez/torção aplicavel à competições específicas. A Mitsubishi, que competia no Dakar com seu “Pajero” elaborado a partir de uma célula rígida como uma estrutura monocoque onde eram fixadas treliças tubulares dianteira e traseira para a fixação de motor e componentes, optou há dois anos atrás pela montagem do protótipo daquela competição em cima de uma estrutura literalmente tubular, visto que os valores de torção seriam melhor aproveitados por esta, na competição que atravessa diversos terrenos irregulares e acidentados. Continua a grande campeã...
Mitsubishi Pajero Evolution IV 2007 – Moderno chassi tubular.
Este tipo de chassi é usado tanto para carros monopostos, quanto para protótipos ou ainda aqueles de turismo especiais ou carros experimentais de competição. Na realidade, esse tipo de construção é uma evolução do semi-monocoque, originário também da indústria aeronáutica. No início, usava-se o alumínio como material principal na construção desses chassis; peças de alumínio “ensanduichadas” com um material leve de composição alveolar(tipo colmeia de abelhas), também conhecido como Honey comb, eram dobradas, rebitadas e muitas vezes coladas com adesivos poderosos e especiais, resultado de pesquisa da indústria aero espacial que mais tarde seria responsável pela segunda evolução nesse tipo de estrutura; foi a partir da década de ’80, com o relativo barateamento nos custos de produção da Fibra de Carbono e matériais compósitos trabalhados em forma de tecidos ou mantas que os “tubos” como são chamados, passaram a ser feitos. Neste processo que envolve a adição de resínas e a montagem das mantas em uma composição plastica parecida com a de uma colcha de retalhos, que levada à um forno autoclave(temperatura e pressão), é que o resultado, toma a forma desejada e resultante de estudos em túneis de vento e pesquisas em computadores para que seja encontrado o design mais optimizado e fluído ao vento. A pesquisa em relação a formas, tem propiciado verdadeiras obras de arte rolantes, visto que a pesquisa aerodinâmica também evoluiu bastante para as chamedas “formas orgânicas” cheias de curvas, reentrâncias e linhas acentuadamente fluídas.
Monocoque com variação utilizando duas seções laterais. Lotus 25
O monocoque deste Fittipaldi F9 utilizava uma técnica recente na década de 80 que era a montagem utilizando poucos rebites e alguns painéis colados.
Estrutura semi-monocoque:
A estrutura semi-monocoque é muito semelhante à monocoque, mas difere por ser,, na realidade uma estrutura tubular, que tem suas seções principais revestidas com lâminas de alumínio rebitadas aos elementos tubulares principais, pouco mais finas que o honey comb; formando assim um aparentemente chassi monocoque. Esste tipo de construção, além de alternativo e mais barato que a estrutura monocoque, pertmite um controle das forças torcionais advindas da construção tubular. Muitas vezes, à este chassi principal assim construído eram agregados elementos como sub-chassis ou ainda peças inteiras em liga metálica ou em duralumínio que trabalham como elementos estruturais e de reforço, onde sao fixados braços de suspensões,..., assim como também é feito nos monocoque puros.
Pode-se afirmar que se trata de um moderno “semi-monocoque"
Chassis misto Fibra de carbono e honey comb Nissan P35 1993
Paulo Coimbra




















