Nosso amigo Massimo Pedrazzi enviou algumas fotos de suas atividades de "nonno aposentado". Não é bem uma rotina de avô qua a gente conhece. Nas legendas detalhes de cada foto.
28.9.07
26.9.07
25.9.07
O ser humano é movido por paixão. Quem não tem pelo menos uma na vida é uma pessoa incompleta. Eu tenho algumas, vamos a elas: Deus, sempre! Minha família, um presente de Deus; desenhar, ilustrar e automobilismo, um dom que vem de quem?! Deus.Lendo o que o Massimo Pedrazzi escreveu nos comentários do post abaixo, sobre sua paixão automobilística, me fez refletir sobre o assunto.
Puxa, sou um cara apaixonado. Deus fez o homem com a capacidade de ser criativo, e espera que desenvolvamos isto. Então vamos lá, arriba!
24.9.07
Logo abaixo, citei que tenho tido a colaboração importante de pessoas não menos importantes. Mas devido a falhas nos neurônios e adjacências deixei de citar dois nomes imprescindíveis, que tem enriquecido não só este blog como outros que também tem como foco o antigomobilismo, especialmente o de competição. Falo de Mestre Joaquim Lopes, historiador e profundo conhecedor da matéria e de Ricardo Cunha, o homem por trás das estatísticas.
Como pude esquecer de vocês?? Raios triplos, Muttley!
A minha primeira licença de corrida, emitida pelo AutomovelClube Paulista, foi em 1962 e a estréia, foi em Interlagos com um Gordini (preparadíssimo +/- 40 hp) eu tinha 18 anos.Na mesma prova estreou também o Wilson Fittipaldi com DKW. Na época Interlagos era definido pelo pai do Wilsinho (Barão) "um caminho no meio do mato". Mas esta é outra história e teríamos que voltar muito pra trás.
Nesta ocasião associei-me ao Alexandre na oficina onde construía os Formula Brasil e nasceu a idéia de construirmos um protótipo destinado em umsegundo momento "Divisão 4". Quando começamos a categoria não existia ainda.
O chassis do carro era o do Formula Brasil com o "Kocpit" alargado para
biposto. Portanto , tubular com a suspensao dianteira VW e trazeira com "mangas de magnesio". Quanto ao motor compramos um de Porsche super 90 , 1600cc (não me lembro bem se foi do Anisio Campos ou do Wilsinho Fittipaldi). Mas a Idéia era colocar o motor Porsche pois o Alexandre tinha boa experiência nestes motores.
Com o chassis pronto fizemos a carroceria em fiberglass a semelhança deum Abarth da época.Como pode perceber não houve um pai do Sabre mas sim dois pais. Porém o nome quem sugeriu foi o Giba que na época estava começando na pequena oficina de Santo Amaro, e também preparava o VW de um principiante, um "tal" Ingo Hoffmann.
O Sabre deveria ter estreado em '69 mas, na ocasião acabou o $$$$. Uma pena porque com os carros em pista na época certamente era o maisavançado.
Para nos capitalizarmos fomos construir o primeiro Avallone, (Divisão4) com o próprio Antonio Carlos Avallone (Éramos amigos). Esta também é outra historia que poucos conhecem, mas quem fez os gabaritos e todo o resto partindo do Formula 5000 Lola fomos nós mesmos, eu e o Alexandre.
Naturalmente eu continuava com a minhas corridinhas de Gordini, Fusca Divisão 3, etc. Em 1971 conseguimos terminar o carro com a colaboração do amigo Jacinto Tonhato; porém com motor dois litros VW, feito pelo Giba já na oficina nova, ao lado da Kadron (não sei se existe ainda) sempre em Santo Amaro, na recém construída Marginal de São Paulo.
O Sabre foi pintado pelo Sid Mosca e inspirado num Porsche que corria a Can Am. Não preciso dizer que o carro era maravilhoso (pai coruja).
Nos primeiro treinos percebemos que o Sabre era bem rápido apesar de já ter em pista os Divisão 4 com caixa de câmbio Hewland de cinco marchas (o nosso era de VW com a "caixa 3" feita pela Puma) suspensões independentes, etc.
Infelizmente o atraso na construção nos colocou em desvantagem tecnológica. A primeira prova foi a 3 Horas de Interlagos que antecedia os 500km na ocasião em que vieram : a Ferrari 512 do Herbert Muller, Reinold Joest com o Porsche 908 /3, o Luiz Pereira Bueno com o 908 da Hollywood, Lolas, Berta, Chevron e outros. Os 500km porém era somente no anel externo. Fazendo dupla com o Tonhato ganhamos as 3 horas (eu porém não guiei porque ele já estava em primeiro e não achamos oportuno fazer uma parada desnecessária, visto que o regulamento permitia).
Creio tenha sido o único protótipo nacional a ganhar uma corrida internacional na estréia.
No dia seguinte parti para a classificação dos 500 km. Meu melhor tempo foi de 1m4s pelo anel externo. Lembro que não era ruim pois estava na frente das Alfas da Jolly, dos Lotus dos portugueses, e diversos outros carros mais pretigiosos que o simples Sabre Tupiniquim. Achamos portanto de comum acordo (eu e o Tonhato ) em não largar devido ao brilhante resultado no dia anterior e a evidente colocação na prova. (um detalhe: A Ferrari "virou" '52 no anel externo. Isto mesmo, cinquenta e dois segundos) Esta foi a única corrida que fez o Tonhato com o Sabre pois, os negócios privados o afastaram das corridas por um tempo.
Nos encontramos pela última vez na "Mil Milhas de 1973" onde corremos com VW Divisão 3 (11° na geral).
Continuei com o campeonato de Divisão 4 pelo Brasil afora até 1975/6 quando sempre com o Alexandre partimos para a aventura Kaimann SuperV (Mas esta é outra historia)
Em 1976 o Sabre estava nas oficinas da Magnum-Kaimann jà ultrapassado e com o projeto de reequipá-lo com um chassis Kaimann, etc. etc. Tenho ouvido, ou melhor lido, a respeito de "Kinko-Sabre" o que não corresponde a nada verdadeiro, inclusive desconheço completamente a Kinko. Como você sabe em 1976 foram simplesmente proibidas as corridas de\ automoveis pelos "gênios" militares do passado e foi o que condenou categoria Super V ,apesar de termos "segurado" por alguns anos.
Logo em seguida, 1980 me mudei para a Itália, mas o Sabre não foi preservado, não tenho notícias de seu paradeiro. Certamente jogaram no lixo como tudo no Brasil.
Tenho procurado um Kaimann para trazer para a Europa mas por incrível que possa parecer, não sobrou nenhum !!! Foram todos sucateados. Que tristeza.
Um abraço, Massimo Pedrazzi.
Tenho recebido a colaboração de gente muito importante no meio automobilístico e sou grato por isso. Pois além de ilustrar carros fantásticos, tenho podido levantar a história de alguns.20.9.07
Ricardo Achcar - Do Santa Furia ao Pato feio
Estou entrando na era do vídeo. Bem tarde é verdade, mas como diz o ditado, antes tarde...
Bem a história é a seguinte. O Grande piloto Ricardo Achcar montou este vídeo com fotos bem interessantes, que resumem, em parte, a aventura do Santa Fúria; que até já virou pôster, e do estranho mas não menos simpático Pato Feio. Daí ele enviou para seu amigo dileto, e nosso companheiro indispensável Sidney Cardoso, que enviou para mim. O material fala por si mesmo, então vejam se deliciem.
19.9.07
Foi só juntar o Guaraná com o Celidonio pra formar uma bela imagem.
É sério, que design bem pensado e evoluído tinha esse Kaimann.O princípio da forma seguindo uma função se encaixa totalmente no conceito do carro.
Por isso ele é belo e eficaz. Pra ficar mais claro, siga as linhas horizontais e você verá que todas elas tem ponto de partida e chegada, sem se atropelarem. Fruto de um trabalho bem elaborado.
Todas as peças da carroceria se encaixam perfeitamente.
Para mim é um dos monopostos mais bonitos que já fizeram.
18.9.07
17.9.07
14.9.07

...no capacete do Eduardo Celidonio. Craque das pistas de longa data.Leia sua biografia aqui no site http://www.bandeiraquadriculada.com.br/Eduardo%20Celidonio.htm.
Ainda não acabou, falta o carro do Guaraná.
Nada como uma boa noite de sono para refrescar as idéias. Falo isso por causa da enquete que fiz sobre qual piloto homenagear. Quer saber? Tanto Guaraná, quanto Celidônio merecem aparecer na ilustra. Mas como colocar os dois num carro só?Acabaram os seus problemas, resolvi fazer outra ilustração do Kaimann, dessa vez de lado, para mostrar seu belo perfil em cunha.
Aliás, o que acho meis legal nesse carro é que ele inovou numa época em que a maioria dos carros tinha um visual de charutinho, como eram chamados.
Penso que o Kaimann é para a Formula Vê o que o Lotus 72 foi para a Formula um. Um carro que mudou a tendência do design de sua época para monopostos.
E aí que que vocês acham, tô exagerando?
13.9.07
Sou a favor da clonagem humana!Eu, por exemplo, clonaria a mim mesmo e me colocaria, ou melhor o clone, pra ficar resolvendo as coisas chatas da vida.
Ir ao banco? Manda o clone!
Lavar a louça do jantar? Manda o clone!
Discutir com a mulher? Manda o clone!
Entrevista chata com o cliente que não entende
que verde limão não fica bem em sua logomarca? Manda o clone!
Seria o paraíso ter um clone, ou talvez dois. Um resolve os problemas práticos, o outro os existenciais.
Mas eles ainda não existem, e temos que nos envolver com tudo o que a vida oferece.
Porque eu não estudei biologia?
11.9.07
...Para ler o que o Massimo diz, lá da Itália. Fala Max:"Oi Maurício, este é exatamente o Kaimann que foi importado. Depois cada um modificou como quis. Originalmente foi vendido a todos com esta configuração.
Max."
Mandou bem caro Max.
Alguém aí se arrisca a traduzir o que diz o texto acima (Acho que é alemão).
Nosso amigo Massimo Pedrazzi escreve:"Prometi mais fotos e aqui está: Lançamento do Magnum Kaimann em Interlagos (1973) na "reta oposta" (de antigamente é claro, antes da besteira que fizeram a Interlagos, mas deixa prá-lá).
Foto tirada pelo Davila da Grand Prix . A bordo Ingo Hoffmann,
Abraço Max."
10.9.07
De acordo com o mestre Joaquim, que sempre enriquece este modesto espaço da blogosfera, no rol das criações dos irmãos Fittipaldi faltava o primeiro degrau, ou seja; o pequeno kart Mini. Foi assim que começou essa saga da qual já falamos muito.Gostei de colocar o Emerson, também chamado de Ratinho pilotando a bagacinha. Foi um jeito de unir o Rato e o Tigrão na mesma estampa. Tigrão? você não sabe quem era o Tigrão?? Quem souber que fale. Alías, parece que todo piloto dos anos 60 tinha apelido. Era uma brasa, mora?
















