ESSA LOLA AÍ TEM HISTÓRIA... (Lindo carro)

O grande Joel Cesetti, garimpeiro de mão cheia da blogosfera, me mandou um e-mail com pistas para um tesouro, esta Lola que rodou aqui no Brasil pelas mãos do Avallone, Wilson Fittipaldi e outros. Alguém viu esta máquina correr? Leia o e-mail:

Olá Maurício como vai, tudo bem!
O link abaixo mostra uma Lola T 70 MK III B de 1969 sendo vendida,o legal desta matéria é que ela passou pelo Brasil.
Lendo o seu post de 24/09, este carro cai bem o assunto em pauta, sorte desta Lola! não virou sucata.
E veja no link quem pilotou este clássico.
Abraços.

Eis o link: http://www.classicdriver.com/uk/find/4100_results.asp?lCarID=1754003

Comentários

Anônimo disse…
No Brasil tinha duas Lolas T70, no Rio, que foi queimada e em Sao Paulo, que era do Marinho Antunes (presumo esta da reportagem) também queimou em Interlagos.
Certamente algum picareta de plantao refez o carro e passou para o original. Pratica esta muito comum com os carros historicos. A maioria sao reconstruidos a partir do numero de chassis. Para se ter uma ideia "TODOS" os Porsche 550 spyder, as Ferraris, Maseratis de corrida etc. ainda existem. Quer dizer: nenhum carro de corrida do passado sofreu acidentes ou foi destruido.
Que palhaçada!!!!!
Tempos modernos.
Lula
joaquim disse…
Colocando ordem na casa: a primeira Lola T-70 MK2 a aparecer por aqui foi a dos irmãos cariocas Márcio e Marcelo de Paoli, em 1969, onde disputaram e venceram algumas provas do Campeonato Carioca.Após a temporada foi vendida para Norman Casari, que com essa Lola, o proótipo Casari AS-1 e o Repe 227 formou a PRIMEIRA EQUIPE INDEPENDENTE EM MOLDES REALMENTE PROFISSIONAIS,a Casari-Brahma, estreando também o primeiro grande patrocínio de uma empresa não ligada ao ramo automobilístico.Essa Lola foi destruída num acidente nos treinos para os 500 Km de Interlagos de 1971, onde foi totalmente destruida. A segunda, já um modelo MK3B, foi trazida pelo Avallone para a Copa Brasil de 1970 e aqui correu com o Wilsinho Fittipaldi, chegando a vencer uam das etapas da Copa. Não é verdade que a Lola T-70 MK3B pertenceu ao Wilsinho. Ela tinha sido apenas alugada para disputar a Copa Brasil. Na temporada de 1971, Avallone utilizou esta Lola no Campeonato Brasileiro de Viaturas Essporte, na Divisão 6 (carros importados, Em 72, foi vendida então a Marinho Antunes que com ela sofreu sério acidente em um treino Interlagos, com o carro sendo destruído por um incêndio. tenho ainda a foto do carro inteiramente em chamas, logo que localizar vou mandar para o Mauricio, caso interesse.Já ouvi várias vezes essa versão que o carro teria sido reconstruido e posto á venda na Europa, mas é tudo balela. È muito mais provável terem reconstruído o carro a partir de outro chassi ou réplica e aproveitado o número da "tag id" para valorizar o carro no mercado de clássicos. Há várias empresas na Europa e EUA que reproduzem (ou reproduziam) cópias da Lola T-70. Isso aí.
joel marcos cesetti disse…
Certamente o comentário do Joaquim aliada a sua grande experiência no automobilismo nacional esclareceu o destino da Lola em questão.Não sou um especialista, mas sou apaixonado por automobilismo, quando li a matéria na revista achei como um tópico muito interessante, pois já vi muito carro histórico(competição) abandonado por aí afora.

Grato ao Joaquim pelo tira teima.

Joel Marcos Cesetti
Mauricio Morais disse…
Alto nível...sempre.
Mestre Joaquim, pode mandar a foto da Lola na fogueira. Vai ser triste ver o ícone queimando, mas...fazer o que?!
joaquim disse…
Ao Joel Marcos Cesetti,
Obrigado pela referência ao meu nome, mas não sou tão conhecedor assim não. Apenas partilho algumas lembranças de carros e corridas brasileiras que tive a oportunidade de presenciar.
Em tempo: somente 136 carros Lola T-70 foram construidas, entre os dois modelos MK2 e MK3, entre 1968 e 1970. Destas restam cerca de 38 genuínas no mundo. Agora cópias tem aos montes: Frank Sbarro fabricou várias unidades da Lola Sbarro nos anos 70e até o piloto inglês Derek Bell tinha uma versão delas, além de algumas pequenas e,mpresas inglesas que replicavam o carro, sempre com motor Chevy V-8. Somente Sbarro andou apresentando uma contrafação com motor Lamborghini V-12.Daí a dificuldade de seguir as numerações originais dos chassis, tem muita falsificação no meio.
um abraço,
joaquim disse…
Pessoal, desculpem a chatice por insistir no mesmo tema, mas fazendo algumas correções sobre meu post anterior: entre 1965 e 1970, foram cosntruidos 134 chassis de Lolas T-70, variando dos modelos MK1, MK6, MK2I, MK3 e MK3-B. Somente 11 unidades do MK3-B foram fabricadas, incluida aí a do Avallone.Restam hoje, reconhecidamente como oficiais, 38 unidades. O italiano FranK Sbarro, ex-engenheiro e chefe de equipe da finada Scuderia Filipinetti suiça, comprou o saldo de peças e chassis Lola restantes, montando sete carros, mas de uma versão de rua intitulada Sbarro T-70 (e utilizando a sequencia numérica dos chassis Lola..., incluindo uma unidade equipada com motor Ferrari (e não Lamborghini V-12, como disse antes)e outra com motor Porsche 6 cilindros Turbo.
Outra empresa autorizada a fabricar replicas com a chancela de fábrica foi a inglesa Gardner Douglas.
Abs.a todos e desculpem ter alongado o assunto.
Joaquim disse…
Continuando a saga, desde janeiro de 2006 a própria Lola Cars voltou a fabricar o modelo T-70 MK3B sob encomenda, dando prosseguimento à seqüencia de números de chassis.Pra quem quiser,(e puder, claro...) agora pode comprar uma T-70 de fábrica.