6.5.10

AVE DIV 4


Se sou apaixonado pela Divisão 3, devo dizer que pela Divisão 4 tenho verdadeira idolatria.
A Divisão 3 transformava carros comuns e pacatos como o Fusca em verdadeiros monstros comedores de asfalto.
Já a Divisão 4 estava num outro patamar. Ela estava no degrau da liberdade total da criação. Claro que existiam limites e parâmetros para tornar os sonhos realizáveis.
Mas o projetista partia do zero, especialmente na parte mais aparente: a carroceria.
As linhas fluiam ao sabor do vento, numa época em que só aviões eram testados em túneis de vento.
Então os projetistas pensavam e viajavam nas formas que intuíam menos resistentes ao... vento.

Ventania, vento, furacão, deveriam ser os nomes dos protótipos que correram a divisão 4.
Alguém pode retrucar e dizer que os carros que disputavam essa categoria eram quase todos impulsionados pela mecânica VW.
Sim, e daí? Isso não desmerece o trabalho de nossos projetistas que elaboravam formas cada vez mais belas e que faziam a alegria dos autódromos de uma país de terceiro mundo, oprimido por uma ditadura política e econômica.

Deveria existir um panteão, um Hall of Fame para nossos projetistas e construtores de protótipos, tão comuns nos países mais "adiantados".
Como esquecer de Anísio Campos, Antônio e Heitor Ferreira, Ricardo Achcar, Salvadore Amato, Chico Landi, Tony Bianco, Max Pedrazzi, Ricardo Divilla, Irmãos Fittipaldi, Antônio Carlos Avallone, Pedro Mufatto, Ênio Garcia, Alex Dias Ribeiro e o pessoal da CAMBER, Raymundo de Paula Soares, Ary Schneider, Márcio Leitão e Enzo Scarletti (Criadores do Manta). Será que me esqueci de alguém?

Se falei bobagem me perdoem, se troquei dados, não considerem, este é um simples texto de um cabra apaixonado e a paixão nos embriaga, nos faz sonhar, viajar ao sabor do vento.

6 comentários:

Rui Amaral Lemos Jr disse...

Dois amigo o Ferreirinha e A.C Avallone o Baixinho, fizeram maravilhas nessa categoria. Ao Antonio e Herculano Ferreirinha( lá no alto ) meu abraço e a meu saudoso amigo Baixinho minha constante lembrança.

Abs

Rui

Anônimo disse...

A D4 era realmente o verdadeiro carro de corridas brasileiro construidos por brasileiros e se destacavam dos que percorriam o caminho mais facil de importar. Herois de um tempo que passou e deixou saudades e mesmo os que nao conheceram, ouviram certamente a beleza que era. Nao esqueçamos dos autòdromos, como Interlagos, que a modernidade simplesmente destruiu.
Meus parabéns pela sempre lembrança dos nossos pilotos e construtores do passado.
Porque nao dedicar uma galeria de fotos em algum autodromo, museu, associaçao etc. etc...
Mario

Mauricio Morais disse...

Rui, tive o imenso prazer de conhecer o Ferreirinha em Interlagos, foi-me apresentado pelo Grande Sidney Cardoso, que também me apresentou o Wilson e o Emerson Fittipaldi. Imagina se eu dormi aquela semana.
O Ferreirinha foi de uma gentileza que nem te conto. Eu tinha feito um pôster do Heve P6 e o cara ficou todo agradecido, e eu babando sem saber o que falar, he, he.
Mario, concordo totalmente com você.

Tito disse...

pois é, Mauricio, e turma.
foi justamente pensando neste pessoal,e por sugestão do Joel(sportprototipos),Hiperfanauto e Paperslotcar, que a galera resolveu unir-se em torno do projeto dos 500km de autorama paperslot 32, só com os D4 construidos no Brasil.
toda a turma já está trabalhando, e, em breve, começam a ficar prontos os primeiros carros.
é um trabalho demorado, por causa da escassez de fotos, mas, com o empenho de todos,o projeto começa a andar.
abç.

Mauricio Morais disse...

Tito, tens o meu apoio. Vamos divulgar o projeto dos 500km de autorama paperslot 32. Vai uma sugestão: Coloque o nome troféu Ricardo Achcar, por tudo que ele fez como construtor e piloto. Tenho o e-mail dele se você quiser.

Mauricio Morais disse...

Foi em 2007, no templo Interlagos. Retorno do Emerson e Wilson às pistas e comemoração dos 50 anos da carreira do Wilsinho Fittipaldi.