14.9.09

CARTAS DO SUL - Alexandre Fornari


Olá Maurício, gostaria mais uma vez que seja meu porta-voz. Esta semana recebi um presentão de um amigo. Ele me devolveu o último Motor Simca preparado pelo meu Velho. Um gesto majestoso de sua parte. Amizade e valores de alta estima se fizeram presente neste momento.

Em 1996, juntamos vários pedaços da sucata que sobrara das velhas Simcas que por anos ficaram estocadas na antiga Oficina do meu pai na Av. Sertório de Porto Alegre, que fechara em 1989. Anos depois resolveríamos reconstituir o motor e embarcá-lo na Chambord 1962, carro este, que preservava o coração das antigas competições dos anos 60.

Tudo foi perfeito até que por vários motivos alheios a nossa vontade este motor foi repatriado a outro carro, no caso uma Simca Rallye 1964 de um amigo.

Anos se passaram deste acontecimento e para minha surpresa, foi presenteado por ele que me devolveu o motor.

O seu argumento nos deixou muito emaciando, pois, ele prontamente disse: aqui sempre foi o lugar dele, ao lado da tua família e dos Simcas que Breno tanto gostava”...

Acho que a alma e amizade dos amigos que amam o automobilismo serão eternizadas, neste majestoso gesto.

Obrigado Jorge Prates! Obrigado Automobilismo!

Muito Obrigado...

Alexandre Fornari

Guaíba /RS

9 comentários:

Ararê Ilustração disse...

Realmente um majestoso gesto...
Felizmente ainda existem pessoas que preservam valores assim, é raro, mas existem.
Ainda bem!

Felipão disse...

Grande Mauricio

obrigado pela visita lá...

é sempre um honra contar com vc por lá

hahahahaha

abração!!!

Teca disse...

Caramba, mermão! Amizade repleta de confiança e respeito. E de quebra, um motor bombando...

Parabéns!

Beijos.

breno disse...

belo gesto ;}

gtx disse...

é isto, belo gesto.
a generosidade do jorge doador é proporcional à do alexandre donatário, preservador da história do breno, sem dúvida o nome mais em evidencia quando falamos em simca e no ganho de tecnologia que o fornari conseguiu.
alexandre, muito feliz por você, r nasser

Jovino disse...

Bela história para um final feliz e a volta para onde nunca deveria ter saído. Muito legal este tipo de gesto.
Agora, Mauricio, você como bom goiano, como eu, radicado aí na Paraíba e eu aqui em Brasilia, não sente falta do Pequi e da Gueroba?
Jovino

Mauricio Morais disse...

Jovino meu conterrâneo, sou a ovelha negra da família. Todos amam Pequi e eu sou o único que não suporto nem o cheiro, he, he.
Sinto falta do pão de queijo, do biscoito de queijo, do biscoitão de Inhumas e de passear na cidade natal de minha mãe e da velha Cora Coralina. O resto a gente vai levando.

PS.: Jovino, estou tentando te responder aquele e-mail, mas não estou conseguindo, a mensagem sempre volta.

Jovino disse...

Obrigado Mauricio,
Que coincidência hein! A minha mãe também era de Goiás Velho e era amiga dela, grande doceira e poetiza e além dela,tinha a Goiandira, uma artista plástica que fazia os seus quadros com areia tiradas de formigueiros e bem coloridas. Um trabalho único e raro.
Estamos com problemas aqui no nosso provedor do out lock. Manda para jobenevenuto@hotmail.com
Lá em Goiás velho tem um outro prático típico, o Disco.
Uma vez cheguei as 2 da matina em Goias velho e só tinha um lugar aberto que era a rodoviária. Chegamos numa fome terrível e pedi um bolinho de carne amassado e aí o vendedor me perguntou: você quer um disco? E eu lhe respondi, não quero é este bolinho de carne. E o cara, pois é, isto é um disco. Aí o meu colega muito sacana falou: então me dá um long play.
Mas não sei se era a fome, mas que bolinho de carne mais gostoso.
Abs. e obrigado.
Jovino

Renato Bellote disse...

Incrível.