Pronto, trabalho concluído. A grande dificuldade de se trabalhar com uma Alfa é
escolher o modelo para ilustrar.
São todos exemplares do melhor design automobilístico do mundo.
Aliás, quem quiser um poster é só pedir.

Comentários

Sidney Cardoso disse…
Linda, Maurício!
A ilustração que você pôs atrás também ficou bem legal.
Ultimamente tenho percebido que o tempo ao menos nos agracia com uma coisa boa estórias pra contar.
Em 67, após correr as Mil Milhas estava em São Paulo, na concessionária Alfa Romeo Jolly, acompanhado de meu co-piloto Wilson Marques de Oliveira, quando Piero Gancia nos solicitou se não queríamos aproveitar e ir para o Rio cada um dirigindo uma dessas Alfas Spyder, pois havia recebido várias e precisava entregá-las lá.
Mauricio Morais disse…
E o carro chegou inteiro depois do raid? Pois imagino que vcs não pouparam pneu, embreagem, entortando todas as curvas, freando no limite, etc.
Este espaço é seu para compartilhar suas saborosas histórias meu amigo. Abs.
Sidney Cardoso disse…
Não, Maurício.
Não viemos com ela, agradecemos e viemos com nossa Alfa Giulia nos revezando na condução.
Pode estar certo de que se viéssemos com elas não iríamos correr, costumo ter bem mais cuidado com objetos dos outros.
Mas já que você está querendo ouvir estórias, vai aqui uma bem maluca que fizemos este dia, quase fomos presos.
São coisas da idade éramos muito jovens.
Pegamos chuva grossa de SP até o Rio, naquela estrada antiga de apenas uma pista nos dois sentidos
Quando entramos na estrada o Wilson falou pra mim : - Vamos baixar a bota e ver o tempo mínimo que fazemos?
Jovem, impulsivo, atraído por aventuras, concordei.
Marcamos no relógio e viemos baixando o pau.
A mais ou menos uns 200 Kms do Rio ultrapassamos uma Simca, deveríamos estar a uns 160 Km/h, deixando em nosso rastro aquela nuvem de água.
Quando chegamos bem próximo ao Rio, perto de uma ponte, havia dois guardas rodoviários com uma viatura, nos mandaram parar.
Um deles falou: - Deu pra perceber que vcs estavam acima do limite de velocidade, a descarga está aberta, vou apreender o carro!
Ponderamos com ele que carro de corrida não podia andar devagar se não sujaria as velas, etc.
Então ele falou : - Meu sonho sempre foi andar num carro de corrida. Se vocês derem uma volta comigo os libero.
De pronto concordamos, andamos um pedaço com ele, retornando.
Ele ficou bem feliz nos liberou.
Neste exato momento, ainda com o carro parado, nos despedindo, quem aparece?
Pára aquela Simca com um motorista fardado. No banco de trás um senhor de idade de pijamas, barbas brancas por fazer, abre a janela e diz pros guardas : - Prendam estes malucos! Passaram por nós igual um foguete!
Um dos guardas falou : - Deixa comigo!
Ficamos apreensivos...
Depois do senhor esbravejar bastante, foi embora.
Conversamos com o guarda, veio a surpresa. Ele disse : - Vamos fazer um tempo aqui, deixa ele se distanciar bastante depois vocês vão embora, afinal me mataram um desejo que alimentava há anos. Ufff!Que alívio!
Depois de certo tempo saímos.
Descontamos no relógio o tempo que havíamos ficado parado.
Fizemos em três horas e meia, com chuva de lá aqui.
Mauricio Morais disse…
Muito boa sua história. Era tempo de ditadura e vcs correram risco de subir no pau de arara.