31.1.08

MERECIDA HOMENAGEM AO LUIS PEREIRA BUENO, COMPAREÇAM!



Acabou de chegar ao meu e-mail, pelas mãos da Adriana Greco, este convite. Camaradas cariocas compareçam. É uma justa homenagem a um dos maiores pilotos brasileiros de todos os tempos.

29.1.08

SUPER VÊ POLAR - 1976

Esta é a configuração final do carro campeão de 76 nas mãos hábeis do Piquet.
Sobre isso o Ricardo Achcar tem a dizer:

"Foram feitas e testadas 11 frentes ou bicos no Polar S-Vê. das quais pelo menos sete por parte do genial Nelson Piquet que não só escreveu sua história na Formula 1 mas de fato escreveu parte da história da Formula 1. "

28.1.08

POLAR SUPER VÊ

1976, um futuro campeoníssimo da F-1. Nelson Piquet afia as unhas num Polar. Campeão novamente. O que esses caras bebiam?
POLAR SUPER VÊ - 1975 (Foto do meu amigo ibsen)

(Correção de rota, valeu Joa)
Em 1975 temos o Polar novamente campeão da categoria. Desta vez com Chico Lameirão.
A bola está com vocês. Contem como foi o campeonato e o desempenho do Chiquinho. Aliás, por onde anda o cabra?
POLAR SUPER VÊ - 1974

Dando prosseguimento à história da fábrica de carros de corrida Polar, vamos dar uma olhada nos monopostos criados por eles.

Em 1974 surge o carrinho que faria de Marcos Troncon campeão da categoria daquele ano. Deixo com vocês o resto da história desse carro/piloto.

25.1.08

POLAR DIVISÃO 4 (Finalizado)


Perguntei ao Ricardo Achcar como foi a aventura de abrir uma fábrica de carros de corridas nos anos 70. E ele respondeu. Leiam com cuidado, carinho e atenção o seu depoimento. Você não vai ter uma narração fria e seca de um passado distante.
Os fatos e detalhes da história da Polar ainda estão muito vivos e presentes na vida deste empreendedor chamado Ricardo Achcar.
Perguntei também detalhes da construção do Protótipo Polar da Divisão 4, se era baseado na Lola T-260, etc.
Acompanhem tudo e depois comentem, por favor.
"Maurício,
está correto que o Polar D-IV foi baseado na Lola T-260, novamente me apoiando no principio de impacto na área de penetração principal, maior estabilidade direcional em qualquer condição em curva e o todo baseado nos conhecimentos do anos 70.

Marcos Carbone foi adicionado ao grupo de trabalho da Polar quando nos estabelecemos em Maria da Graça. Ele era desenhista técnico de mão cheia, mas apenas desenhista, e que isto fique claro. O Marcos trabalhou com o Ronaldo Rossi numa empresa que lidava com máquinas de leme de naves e este, o Rossi, era engenheiro na empresa. O Rossi por sua vez, era formado em Atlanta, nos EUA, era um engenheiro de campo pelo que sempre me pareceu ser na sua atividade na Polar, não entendia efetivamente nada em materia de carros de corrida ou geometrias de suspensão, havia tentado a carreira de piloto indo com o Giu -José Maria Pereira Ferreira- e não renovaram o contrato na época com a Roiyal Label- Seagrams, contrato levantado pelo Giu.
Tendo retornado da Inglaterra e sem atividades na época em que eu havia iniciado a Polar, Ronaldo se aproximou e passou a colaborar na Polar que se encontrava em Botafogo, dentro de um açougue falido, na esquina da Rua Conde de Irajá.
Este local foi batizado de "Suinos e Bovinos" pelo meu mecânico de fé, chamado Chico Preto, da Rocinha onde eu ia matar uma feijoada aos Sábados.
Como o Rossi me ajudava e mostrava profundo interesse ao assunto construção de um carro de corrida eu o convidei, e que isto fique claro, para se tornar meu sócio e lhe cedi, no sentido de cessão, sem cobrança, 50% da Polar. Ronaldo Rossi se mostrou um admirável administrador, competente engenheiro e graças ao seu bom senso me deixava decidir sobre o coração das máquinas entendendo que eu tinha a veia do acerto. E o que foi cedido foi regiamente pago inclusive me devolvendo a Polar de mão beijada quando tudo se acabou com o General Oziel de Almeida decretando o fim das corridas no Brasil por um ano...ó pátria amada!
Suinos e Bovinos, de acordo com o Chico Preto, de fato substituiu a Horti-Grangeiros que era onde de fato, fazer um carro se originou, na granja "U", do Milton Amaral em Jacarepaguá; de onde fomos expulsos num daqueles rompantes do Miltinho que o Victor Rabello apelidou e colou de "Campo Meu".
Este apelido era de fato porque o Milton tinha um campo de futebol na granja que o velho admiravel Milton Amaral, pai santo vigoroso pai e amigo querido, havia construido para o Pau Queimado. De quando em vez o Milton dava um xilique, tomava a bola e gritava"o campo é meu"e fim de jogo.
O Victor Rabello, que tinha 1metro e 53 de altura, mas tinha sido Mister Minas Gerais no halterofilismo, era de falar baixo, tinha um par de olhos verdes penetrantes e infezadíssimo, com quem participei de várias porradarias e noitadas de arrepiar o Jorge Amado na Bahia, um dia deu uma corrida no 'Campo Meu"e acabamos na rua, foi quando então quando surgiu a Suínos e Bovinos....

Maria da Graça ficou sendo Lâmpadas e Blackout porque se situava em frente a fábrica de lâmpadas da GE e o Chico Preto resolveu apagar a sua luz e preto que é, sumiu na escuridão não aguentando o 1metro e 92 do Rossi, filho de Alemão com Austríaca, disciplinado, calado bem humarado, mas furiosamente adminsitrativo, com baixa noção de pandeiro e requebrado nenhum...
Vitor Rabello ficou em Jacarapaguá para sempre, mecâncio de tudo e de todos e acabou morrendo a 2 anos atrás no meu galpão à beira do autódromo achincalhado do Rio de Janeiro, com sua lagoa bela e poluída, retrato de uma cidade maravilhosa para quem mora do quinto andar para cima nesta cidade.

Maurício Morais: você me compromete. Eu estava em silêncio e era dono da minha voz."

24.1.08

POLAR FORD TURBO D-4

Faltam os adesivos dos patrocinadores.
1974, uma época em que turbo era uma coisa meio complicada de gerenciar.
Resistência x potência, devia fundir a cabeça dos mecânicos e preparadores.
Lembrem-se que nessa época, acho que só a Porsche se aventurava a colocar turbos
nas lendárias 911 RSR. Se estou falando besteira podem me corrigir, mas é isso que
eu penso.
Em tempo, o Ricardo Achcar me enviou alguns dados sobre a história da fábrica Polar, que irei publicar em breve.

23.1.08

POLAR D-4 De frente

Bem resolvi que o retratado será o carro nº 8 da equipe SPI. Deixo com vocês a tarefa de descobrir quem era o piloto e os resultados da barata.
POLAR D-3 de frente Para compor com a ilustra do Polar em 3/4 estou fazendo ele de frente, como deu pra notar.
No final vou juntar as duas e ver no que vai dar. Vamos torcer pra ficar bom.
Enquanto isso o Ricardo Cunha podia enviar o histórico dos Polar na pista.

20.1.08

POLAR D-4
VOLTANDO AOS POLAR (Seriam Polares?)



Mestre Joaquim matou a charada do logotipo da Polar, (post logo abaixo), fábrica de carros de corrida que deu muitas alegrias pra todo mundo, pilotos, torcedores e clao seus genitores.
Estou postando fotos do Polar D-4. Digam quem são os piloto, a pista e o ano, por favor.

Enquanto vocês debruçam sobre os arquivos históricos, vou começar a desenhar esta belezinha aí.

18.1.08

RICARDO ACHCAR FALA DE LUIS PEREIRA BUENO

Até hoje, nesta data, sempre que posso arrumo um jeito de pedir para o Luis me levar a qualquer lugar que eu possa inventar como importante.
Sento de co-piloto no seu Astra que parce que saiu do Céu e não tem nem mancha nem idade. Calo a boca e assisto especialmente a noite e no molhado na Dom Pedro, quer direção Campinas, quer São Paulo, o narigão em pé, os olhos impressionantemente penetrantes, falando baixo e exato, contando um evento coloquial enquanto o velocimetro beira os 205 e a nave flutua por dentro e por fora das curvas, a troca de marchas não deixaria uma gota d'água cair de um copo cheio até a boca e a perfeição do amor de pilotar me lembra que eu tive o privilégio inolvidavel de assistir colado logo atrás, um duelo em monopostos onde as fagulhas saiam dos choque das rodas entre Vanderwell e Luisinho.

Por 4 voltas seguidas, no circuito Grand Prix, em Brands Hatch, 1969 e finalmente na curva Stirling, Luis passou por fora roda contra roda para vencer a prova.

Luis Pereira Bueno não é o melhor piloto do mundo. Luis é perfeito.
Quando abriamos nossas caixas de marchas para trocar relações de acordo com a nossa preferência, (O Antonio Ferreirinha é testemunha e a quem tive o privilégio igualmene de ensinar a abrir e trocar as marchas nas caixas Hewland), que a limalha de bronze fosforoso dos garfos (3) feitos para assim desgastar porque a caixa não tinha sincronizadores, era no tempo do giro mesmo, nunca se via o brilho de ouro da limalha na caixa do Luis.
Pergunto aos sábios:
O que é esse símbolo?
O que ele representou na história do nosso automobilismo?
Quem estava por trás dessa marca?
Digam tudo, pois essa marquinha com nome de empresa de refrigeração tem história.

17.1.08

PARABÉNS LUIS PEREIRA BUENO

Um dos meus heróis de infância está fazendo aniversário.
Na cabeça da gente, os heróis são eternos.
Sempre no auge, sempre enchendo nossas mentes com suas aventuras. Luizinho é assim pra mim.
Como morava em Goiânia, longe do Rio e São Paulo, acompanhava suas aventuras pelas revistas, especialmente a Grand Prix.
Em minha cabecinha de pouco mais de 10 anos, só mesmo um Super Homem pra dominar uma máquina como aquele monstruoso Maverick da Equipe Hollywood.
Aquele carro parecia ter superpoderes. Sua forma exalava força. A largura dos pneus, as imensas asas traseiras, o scoop para refrigerar os carburadores.
Quem, senão um homem incomum para domar tudo aquilo.

Não conheço o LPB pessoalmente, mas para minha cabecinha quarentona, ele continua um Super, tinha que fazer parte da Liga da Justiça. O Batman iria morrer de inveja do carro do Peroba. Já pensou?
Saiba mais da história desse extraordinário piloto neste link:

15.1.08

CAÇADOR DE ESTRELAS - Bica Votnamis

Pronto, mais um pôster para nossa galeria, mais uma homenagem para alguém que acreditou que podia criar, desbravar, quebrar o marasmo das coisas comuns e sem criatividade, o Bica Votnamis.
Pena que ninguém se manifeste aqui neste humilde espaço. Poderíamos discutir muito sobre a inércia e o comodismo de nossa sociedade diante da vida.
O brasileiro precisa aprender a sonhar construir esses sonhos, sem ufanismos ou exageros. Não é só o automobilismo que está morrendo, mas a capacidade de fazer as coisas, de se emocionar, de reverenciar, sei lá.
Tudo começa com um pequeno passo.

10.1.08

CAÇADOR DE ESTRELA - Bica Votnamis


Com base nas fotos do post abaixo, fiz este esboço do Caçador.
Estou com dúvida sobre a frente desse carro. Será que era mais arredondada?
Outra dúvida é sobre o quanto as rodas dianteira saltavam para as laterais. A caixa de roda era mais pronunciada?
O parabrisa me parece ter saído do vidro traseiro de uma Berlineta Interlagos, alguém pode me confirmar esta informação?
Quero fazer esta ilustração em homenagem ao Bica e sua criação. Se alguém puder me ajudar preenchendo as lacunas que coloquei aqui, ficarei grato.
CAÇADOR DE ESTRELA - Viva o Bica Votnamis

Enquanto nos EUA os caras uniam o poder da General Motors com a experiência e o espírito inovador de Jim "Chaparral" Hall e criavam Corvettes com motor central. Aqui no Brasil também tivemos nosso experimento que igualmente usava motor Corvette posicionado no centro do carro. Detalhe, sem a ajuda de ninguém, muito pelo contrário, como mostra o texto doo Jornal da Tarde da época (leia no link abaixo), o coitado do Bica era tido como doido, só porque ninguém entendia o que ele queria. É como dizia um personagem da tv de antigamente: "É a ingnorânça que astravanca o pogresso".
Passaram-se 40 anos e vejo que a mentalidade não mudou muito. Continuamos a desprezar o espírito criativo, inovador e diferenciado. No Brasil é pecado errar, experimentar, ousar.
O sujeito tem que mostrar que é bom na primeira tentativa. Porque tem que ser assim? Não existe vitória sem fracasso, nem acerto sem o erro. Na busca do acerto geramos perseverança que por sua vez gera experiência, e aí sim depois de comer muita poeira temos o fruto do nosso penoso trabalho. A vida é assim. Sucesso instantâneo só na TV. E quase sempre é efêmero.

Bem mas deixemos de lero, lero.
Estou falando do Caçador de Estrelas, criação do Bica Votnamis. Leia a história aqui , no excelente Bandeira Quadriculada. As fotos deste post peguei lá.
Alguém sabe por onde anda o Bica?

9.1.08

Corvette Grand Sport II B

Quanto mais o tempo passa, vejo que menos coisas sei sobre tudo.
A internet é maravilhosa por isso, expõe nossa ignorância, mas nos redime trazendo o conhecimento até nós.
Nunca tinha visto um protótipo Corvette como esse, fruto da parceria de Jim Hall, pai dos Chaparral e a General Motors por volta dos anos 60 (Leia-se Bill Mitchel e Zora Duntov).

Esse belo carro serviu de modelo para a GM aprender como reagiam carros com motor entre-eixos central e outras cositas mas. Era um laboratório. (leia mais aqui, em inglês. ou aqui, uma entrevista com Larry Shinoda, o desidner que criou as formas desse carro.)
Nunca correu com esta cofiguração, mas Jim Hall produziu o Chaparral 2 A. Esse foi pra pista e começou uma revolução na aerodinâmica dos carros. Mas isso é tema para outros posts.

7.1.08

DEU NO BLOG DO SANCO

Hoje fui surpreendido com um e-mail enviado pelo Leandro Sanco, do Blog do Sanco, http://blogdosanco.blogspot.com/ . Ele falava de sua alegria ao ver uma caricatura que fiz para o acervo do Museu Brasileiro do Automobilismo, do grande mecenas de nossa história automobilística, Paulo Trevisan.

A imagem é esta que segue abaixo, o FIAT UNO pentacampeão gaúcho e de marcas.
Leia mais detalhes desse carro e de seus pilotos no levantamento histórico que o Leando fez em seu blog. http://blogdosanco.blogspot.com/2008/01/presente-de-natal-atrasado.html .

Só tenho que agradecer as palavras carinhosas do Leandro e do Trevisan.


2.1.08

E RAIOU UM NOVO DIA NO HORIZONTE DO BRASIL.

Olá amigos e amigas blogueiros, depois de hibernar por todos estes dias resolvi que
vou tentar fazer um ano diferente. Reclamar menos, elogiar mais, falar menos, ouvir mais, esperar menos dos outros e servir mais. Comer menos e malhar mais, chorar menos e sorrir mais. Ser mais pró-ativo, mais dinâmico, mais disciplinado, mais atento. Seguir os conselhos da filosofa Kaizen: "Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje!" Melhoria contínua, gradual, na vida em geral (pessoal, familiar, social e no trabalho).
Com tempo, sabedoria e conhecimento, mais a ajuda do meu Deus, faremos um 2008 brilhante e abençoado.
Sucesso a todos!