4.4.08

SIMCA 88 - Walter Hahn jr

Esta imagem mexeu com minhas recordações, por isso resolvi criar um texto inspirado nela. Leiam, reflitam e ocupem a tribuna se quiserem, para externar seu pensamento. Para mim é importante saber o que vocês pensam.

MEUS HERÓIS

Eu assisti muita corrida de rua em Goiânia, minha cidade natal. Tinha mais ou menos 6 anos de idade, quando papai me colocava nos ombros pra poder ver o que rolava nas “pistas” de rua. Praça Cívica, Praça Tamandaré, Avenida Anhanguera e tantas outras que não me recordo.
Antes da inauguração do autódromo da cidade em 1974, o pau comia era nas ruas e praças.

As corridas de lambretta eram minhas preferidas, depois vinham os carros. Não me lembro de nenhuma marca específica, nem modelo, mas me recordo do frenesi da multidão, do barulho infernal e da poeira que as máquinas levantavam.

Bem, me lembro também do meu pai. Meu super herói, todo pai é super herói para um menino de 6 anos, e através do meu super, entrava num universo paralelo.
A eletricidade no ar mostrava que estava em outra dimensão, aquilo não era normal, não podia ser o planeta terra. Era bem possível que iríamos topar com o Super Homem no meio da multidão. Quem sabe o Batman não estaria competindo com o Batmóvel?!
Ainda não existiam os X-men, pelo menos para mim, que só lia gibi do Zé Carioca e Donald, mas hoje posso afirmar que o professor Xavier, líder dos mutantes estava passeando por lá, naqueles anos 60.
Mas eu era muito menino, e as imagens aparecem nubladas em minha memória. Ficaram apenas as emoções, como num quadro de Matisse. Impressões, sensações, emoções.
Não é um mundo para frios e racionais. A objetividade sufoca o seu oposto, acaba com a graça, endurece o cenário.

Acho que sou um inconformado, cresci nos anos da revolução cultural dos Hippies, de Janis Joplin e Bob Dylan, dos Mutantes. Que viagem era aquele programa dos Mutantes que passava na TV. Porém, eu era muito menino para traduzir aquilo tudo, e novamente as impressões ficaram e marcaram fundo meu coração inconformado.

Contra cultura, palavra chave na minha geração. Gosto muito daquela frase que diz: “Não se conforme com este mundo, mas transforme-se pela renovação de sua mente...” Quem disse isto foi um homem que abandonou o status de líder religioso burguês e começou a pregar a paz, a tolerância, e principalmente o amor. Suas palavras viraram uma linda canção de Renato Russo..."Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria." Apóstolo Paulo. Um homem que pregava o inconformismo, que falava de uma prática de vida baseada no amor, e que ainda hoje nos leva a uma nova dimensão...a dimensão divina expressa de forma prática, no amor ao próximo.

Como explicar uma coisa dessas? Não tem explicação, apenas se vive, apenas se ama. O mesmo Paulo, disse que seu discurso não era baseado no raciocínio humano, mas no poder que vinha de Deus. Poder para amar e ter sua vida transformada. Poder para dar sentido à existência.

4 comentários:

Anônimo disse...

Olá Maurício!

Ótimo trabalho, nota 10.

ABS.

joel Cesetti

Ron Groo disse...

Cara como estes Sincas eram bonitos não? Eu gosto de tudo que é carro antigo... Quando você vai fazer um desenho de um corcel I 73? eu fico pensando como vai ficar bonito...

Mauricio Morais disse...

Oi Joel, muito obrigado pelo reconhecimento, forte abraço.

Mauricio Morais disse...

Oi Ron, realmente os Simca sempre foram belos.
O Corcel em quase todas as versões ainda vão virar pôster. Tinha um na equipe do Greco então...aguarde, abs.