30.10.07

A ILUSTRA PRONTA (O Pôster está pronto, é só pedir gente)


Notem que não é a mesma foto do post abaixo, mas sim uma interpretação sobre o tema.
O que vocês acharam?
A FOTO QUE ORIGINOU A ILUSTRAÇÃO

Esta foto mostra uma corrida de rua acontecida em Piracicaba nos idos dos anos 60.
É o Max Pedrazzi entortando o pobre Gordini. Notem que o carro da foto estava com parachoques e "faróis de milha", para usar um termo da época.
Vamos ver o que o Max tem a dizer. Depois coloco aqui a ilustra pronta.
Fala Max:

"Nesta época (62/63), tinhamos o "paitrocinio". Era uma dificuldade até para comprar os pneus Cinturato da Pirelli, os acessorios que tinhamos estavam todos dentro do motor. Porém os unicos acessorios que tinhamos eram: o volante de madeira, espelho retrovisor "Sebring" e sò. O capítulo "parachoque" é diverido porque na ocasião desta foto, que se refere à corrida de rua em Piracicaba (não lembro mais o nome do evento, afinal faz mais de 40 anos). Todos foram com os carros sem parachoques; pois era de regulamento que em autódromo não podia usar parachoque.
Como pode imaginar todos iam andando pela estrada com os carros "de corrida" até a cidade em que tinha o evento. Não tinha carreta, caminhão, trailer etc. Não tinha nem boxes !!! Era no meio da rua mesmo.

Como fizemos? Eu arrumei emprestado os parachoques do dono da farmácia, que gentilmente até ajudou a desmontar e montar no meu carro (daí os farois de milha, não podia tirar, não é ? )
Teve alguém, que obviamente não vou dizer o nome, que roubou os parachoques de um táxi na noite em que chegamos (era um Simca Chambord).
Outros compraram aqui e acolá, e assim chegamos na largada; todos com os parachoques obrigatórios para os circuitos de rua.
Depois eu conto como foi a corrida.
um abraço, Max Pedrazzi
LA FABULOSA LAN-GORDINI (Vocês sabem, ainda não acabou)

É assim que o nosso nonno Max chama seu Gordini vermelho. Maravilha.
QUASE PRONTO

26.10.07

No excelente portal Best Car Web Site, também se encontra muita coisa sobre o carrinho.
Detalhes que fazem a diferença

As entradas de ar para refrigeração do motor são muito bonitas. Dava para viajar e imaginar um motor porsche, 6 cilindros turdo sendo refrigerado por elas...
Pesquisando na internet para fezer este trabalho, encontrei este site maravilhoso, http://www.gordini.com.br/ (logo do super designer Luís "Saloma" Salomão).
No site encontra-se tudo sobre os Dauphine / Gordini. Vale a visita.
GORDINI 1093 do Max (Fala nonno Max)

Parabéns a todos que acertaram o desafio fácil no post anterior.
Esse blog realmente é bem frequentado por uma seleta nata de iniciados no assunto automobilístico.
Bem, esse Gordini 1093 pertenceu ao Massimo "Pedreira" Pedrazzi, que disse ter histórias legais sobre ele. Então é só esperar o nonno que ele conta. Enquanto isso vou fazendo a bagacinha.
Se você tiver alguma história legal sobre esse carrinho, conta pra galera.

25.10.07

TESTE DE OBSERVAÇÃO

Será que você é observador de verdade, sabe perceber detalhes e conhece nossa história automobilística?
Então teste seus conhecimentos dizendo que máquina está surgindo do meu Corel Draw.
(Só não vale a participação do nonno Max Pedrazzi, e ele sabe porque! He, he)

19.10.07

A HISTÓRIA DO PATO FEIO. (Por seu criador, Ricardo Achcar.)

O Pato surgiu de um impasse completo de competir com São Paulo. A famigerada CBA no âmbito maldito de sua “cartolagem“ resolveu criar mais uma das suas hibridas imundices que nesta época denominou por protótipo CBA Divisão IV.

Estes penicos criados num laboratório em imitação ao gênio Elói Gogliano do Centauro Motor Clube, que manteve a custas de sangue, suor e muita lágrima as absolutamente perfeitas e brasileiras 1000 Milhas Brasileiras, elaboraram sob digestão intensa... um regulamento que permitia esta coisa que você aí chamada de Pato e que nada mais foi do que uma revolta intestina dolorosa em resposta a impossibilidade absoluta de fazer frente às equipes de competição de São Paulo.

Sim foi, um chassis de Aranae formula Vê “Geminado”com alguma perícia. Tinha tudo que o regulamento exigia, dois lugares, limpador de para brisas, “MONO farol” uma suspensão acertada que já transpirava muito da minha experiência, anos adiante comprovada, de bem visualizar geometrias de suspensão.

Agora, a parte boa dessa explosão literária contida (40 e fumaça anos) é que os nossos (realmente amados, sinto saudades de todos) pilotos da verdade brasileira, São Paulo, traziam o que tinha de mais apurado da Itália na categoria GT, sofisticadíssima na época onde a “boçalidade” da CBA achou que não havia quem produzisse uma “catronga” que fizesse sombra e empanasse o brio da turma de verdadeiros campeões do Brasil e sua florescente indústria automobilística que gerava a exclusiva casta de “Pilotos de Fábrica”.

Então aquela manhã de domingo, por volta das 06:30, horário de caserna, eu consegui tirar o Miltinho Amaral a tapas (um horror) do motel Hollywood do Inacinho Loyola lá no canto da subida para o alto da Tijuca. Arranquei-o dos braços de duas frangas lindas e empurrei-o para dentro do carro e fomos nos encontrar no autódromo com o Antônio Ferreirinha que, lá na pista, acabava sozinho de tirar o motor da minha Kombi, um 1600cc afinado por ele...e já espumava de raiva, impropérios e outros mais, enquanto montava sozinho sempre, o dito cujo no Pato.

Finalmente a turma dos paninhos apareceu, limpa aqui e cospe ali e o brilhante Pato decorado a deboche, ninguém sabia como, havia feito o segundo tempo e era portanto o numero dois na largada. Isso tudo porque na véspera, ainda equipado com um motor emprestado do Chico Pinto do ferro velho dele, chegamos a conclusão que o raio do Pato “quaquejava” mais alto do que podíamos ter imaginado. Daí a idéia de botar mais uns cavalinhos com o meu 1600cc da minha Kombi. De fato acertamos na escolha. Eu já vinha meio descreditado com as mangueiras do Simca-Achcar que um bandido chamado Zampa (Marcus Zamponi, esse mesmo) havia apelidado de “vem-quente–que eu–estou-fervendo” por causa da mangueira que estourava no meu pescoço quando o motor fervia, portanto, eu me sentia mais esperançoso.

A turma de São Paulo efetivamente queria nos comer vivos e havia promessas da Alfas passarem por cima do Pato, esganiçasse o quanto quisesse. O Loli (Ubaldo Loli) efetivamente assustava porque era já história o caso de Petrópolis e a briga de pista que travara com o Luiz Pereira Bueno e que infelizmente resultou num lance incontrolável na morte do Cacaio. Mas de todos, até hoje eu me arrepio quando chego perto dele, o Zambello espumava e eu não podia tirar a razão dele. Envolvido até o pescoço comercialmente com a Alfa-Romeo e por tradição de raízes Italianas que não se brinca, o homem não sabia se mastigava os cartolas ou nos fuzilava.

Mandei o Milton ir lá gaguejar um bom dia e o resultado foi que eu tive que largar porque o Milton por pouco não volta para o motel. Havíamos combinado de ele largar porque pelas trocas eu chegaria na última etapa se o penico não explodisse. Essa premissa da explosão era real na medida em que o tanque de combustível....era o assento do co-piloto de acordo com a necessidade de ser um bi-posto o Divisão IV. Depois de cumprimentar o Zambello o Milton não queria largar de jeito nenhum. O Ferreirinha finalmente ameaçou dar tamancadas no Milton e graças ao Manoel as coisas se acomodaram.

Ninguém mais viu o Milton até a hora da troca de pilotos e especialmente depois que ele viu onde e como o Pato estava andando. Aí o “Pau Queimado” deu o show dele.

Foi um dia da Graça de Deus para essa equipe. Nunca podemos nenhum de nós esquecer que o Pato foi minha idéia e concepção, mas foi na alma um HEVE nas mãos do Herculano Ferreirinha que de fato construiu com suas mãos, sua turminha onde havia um Pelé que me chamava de seu “Ritardo” porque tinha, creio uns 86 dentes na boca. Bob Sharp é testemunha viva de que não estou mentindo.

Até hoje corro atrás do desgraçado que botou o nome de Pato na obra. Corro também atrás de quem acrescentou o Feio. Pato Feio.

Só não corro atrás de quem volta e meia pergunta: afinal quem fez o Pato Feio? Alex Dias Ribeiro? José Moraes e demais?
Não corro atrás porque acredito que, acabamos sempre adquirindo o rosto da nossa verdade.

17.10.07

PATO FEIO ACHCAR

Esta cena aconteceu de fato. O protótipo do Ricardo Achcar dando um pau na Alfa GTA...Vamos deixar o próprio Ricardo contar.
Esta arte já está disponível para venda no formato pôster. Maiores detalhes pelo e-mail: mau917@gmail.com
Dando prosseguimento, achei este videozinho sobre "a úlcera", apelido do 917, que certamente causava alguma ansiedade por onde passasse.

Porsche 917

16.10.07

917 4 ever

Este foi um dos primeiros pôsters que fiz. Quem quiser encomendar o seu é só fazer o pedido pelo e-mail: mau917@gmail.com.
PATO FEIO DO ACHCAR (Quase no fim)

Está demorando um pouco pra terminar essa ilustra. Não sei porque, mas tem carro que é assim mesmo, talvez sejam as fotos de referência que não estão muito nítidas
gerando insegurança no artista, ou então a agenda muito cheia...sei lá, tem desenho que é assim mesmo, paciência!
Porque este carro está todo adesivado com a palavra love e desenhos de bocas dando beijos?
Tem até uns pezinhos, paracendo aquela antiga marca de camisetas Hang Tang (acho que esse era o nome). Se alguém souber me diga, ora pois.
DIRETO DA ITÁLIA (BICHO BRABO, SÔ)Dodge Viper, preparação ORECA (creio que os melhores na categoria).
Esta foi uma competição em subida de montanha na França.
Eu mesmo achei o carro maravilhoso e com um ronco "daqueles".
O carro tem acima de 600 hp.
Abraço, Max Pedrazzi.
COMO FOI O ACIDENTE? (O piloto escapou?)

Recebo e-mail do mestre Joaquim com esta imagem de doer.

Olá, Mauricio, Bom dia!!
Algum tempo atrás te falei que tinha a foto da Lola T-70 MK3B que havia sido do Avallone e do marinho Antunes, quando do seu acidente em Interlagos.
Tá aqui a foto.
Veja que aqui é só o início do incêndio....
PRA ALEGRAR...

Você já se perguntou qual a sua missão nessa terra? Os céticos dirão que pirei o cabeção depois de tantos dias levando sol na moleira aqui da praia do Bessa, nessa Paraíba abençoada por Deus.

Você vai descobrir sua missão, quando entender qual é a sua grande paixão e tiver coragem de vivê-la. O que é que te faz sonhar?

Quando abri meu e-mail hoje pela manhã, me deparei com esta ilustra do carro mais belo que já fizeram. Ela mostra bem qual a paixão do Ararê, que ilustrou com maestria a paixão de outro cara, Ferdinand Piëch, filho de Ferry Porsche que herdou a paixão do Pai, Dr. Ing. Fedinand Porsche. Essa paixão por carros bem feitos e vencedores cresceu tanto, que hoje a Porsche está adquirindo o controle da imensa Wolkswagem. Uma das maiores fabricantes de carros do mundo.

Tudo porque alguém ousou sonhar um dia. Continue sonhando e ilustrando Ararê. O mundo fica mais feliz assim.

10.10.07

DIRETO DA ITÁLIA


Pedi ao amigo Max Pedrazzi, que reside na Itália e corre campeonatos de Clássicos na europa, para enviar fotos das corridas e algumas explicações sobre as provas. Gentilmente nosso "nonno" mandou fotos maravilhosas que estou postando neste espaço que está virando internacional. (Muito chic, diria uma tia minha).


Mas vamos às palavras do Max:


Os campeonatos de "clássicos" aqui na Europa estão tendo um sucesso enorme.
Quem segue este tipo de competição, por incrível que pareça, é um público jovem, seguido de perto dos pais, que viveram estes carros das fotos.

Apesar de ser suspeito por ser de parte interessada, reconheço que os "velhos" carros de corrida têm um charme que os novos, em qualquer chave que se queira, não tem.

Na ultima prova em Nurburgring, "Old Timer Festival", largamos em 60 de todas as categorias, obviamente as premiações são separadas pelas devidas categorias, estipuladas normalmente pelo ano de fabricação e potência do carro. O regulamente é FIA.

Creio que isto dá uma idéia da competitividade e do espetáculo. Os carros vão
desde os protótipos aos mini, mas mandarei ulteriores fotos para que vocês vejam o porque do meu entusiasmo destas provas.
Obviamente a idade média dos pilotos vocês bem podem imaginar qual seja.
Um forte abraço.
Max Pedrazzi


9.10.07

O PATO CHEGOUO grande Ricardo Achcar enviou belas fotos do seu protótipo alcunhado de Pato Feio.
Logo mais vou colocar um texto onde ele explica o porque desse nome e muito mais coisas.
Acompanhe o desenvolvimento da ilustra e o texto do Achcar.

5.10.07

BALÉ CLÁSSICO

Não quero e nem gosto de saudosismo, entendo sim, que a História existe para aprender-mos com ela,"....veja o que faziam de errado no passado para não repetir a besteira hoje." É o que ensinam na escola.
Também não gosto de ficar falando que no meu tempo as coisas eram melhores...isso é tão relativo que se torna uma discussão vazia. Sempre existirão coisas boas e coisas não tão boas, em qualquer lugar e tempo.
Mas ao me deparar com esse balé sincronizado não pude deixar de dar um longo e profundo suspiro. Houve uma época em que os carros bailavam pela pista, e não era apenas para manter a temperatura dos pneus alta, fazia parte da coreografia do espetáculo.

Não quero desanimar os meninos que assistem hoje ao que se chama corrida de Formula 1, ou seria Formula humm?! Mas peço licença a todos para dizer que está faltando espetáculo ao espetáculo. O show está muito sem graça. Tirem os "trilhos" das pistas, devolvam a emoção que é a base de tudo.

O campeonato atual até que tem sido um pouco melhor que os anteriores, voltei a separar um tempo para assistir as provas; até fiquei acordado para a corrida do Japão. Bendita chuva. Mas desconfio que não podemos depender de São Pedro para termos bons espetáculos. O bom velhinho tem coisas mais importantes a fazer. E nós também.

2.10.07

CANTANDO NA CHUVA.

Esta bela tela é de um artista chamado Michael Turner. Quem é o piloto da Ferrari, qual o outro carro e seu piloto? Pra ajudar, o ano é 1984.
Esta imagem e outras maravilhosas estão aqui , Link enviado pelo mecenas do automobilismo brasileiro Paulo Trevisan.

1.10.07

LÁ VEM O PATO, PATO AQUI, PATO ACOLÁ...

QUEM, COMO, ONDE, QUANDO?

Já que estamos falando de anos 70, mate a charada acima. Esta foto maravilhosa foi uma cortesia do baú do mestre Joaquim. Mande mais mestre.

ESSA LOLA AÍ TEM HISTÓRIA... (Lindo carro)

O grande Joel Cesetti, garimpeiro de mão cheia da blogosfera, me mandou um e-mail com pistas para um tesouro, esta Lola que rodou aqui no Brasil pelas mãos do Avallone, Wilson Fittipaldi e outros. Alguém viu esta máquina correr? Leia o e-mail:

Olá Maurício como vai, tudo bem!
O link abaixo mostra uma Lola T 70 MK III B de 1969 sendo vendida,o legal desta matéria é que ela passou pelo Brasil.
Lendo o seu post de 24/09, este carro cai bem o assunto em pauta, sorte desta Lola! não virou sucata.
E veja no link quem pilotou este clássico.
Abraços.

Eis o link: http://www.classicdriver.com/uk/find/4100_results.asp?lCarID=1754003